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Quarta edição sem magia: Equipamentos

março 27, 2009

armor

Ja foi dito aqui anteriormente sobre como narrar uma campanha em um cenário sem magia usando as regras da quarta edição do D&D, mas agora eu vou entrar um pouco mais a fundo nos equipamentos utilizados e sobre quando e como eles foram feitos.

Dinheiro

Quando se joga uma campanha de D&D tradicional a unidade monetária padrão é a peça de ouro, coisa que nunca existiu no mundo real. Cada reino cunha a sua própria peça diferente, e as utilizam da forma que bem entender. Logo, pode ser que um tipo de moeda de um império inimigo ou desconhecido não seja aceita na hora de fazer transações comerciais. Caso seja necessário, os jogadores podem arranjar alguém que as troque por moedas correntes, mas que vai cobrar uma quantia para tal (10% costuma ser o valor mais utilizado por mestres, mas isso pode variar muito dependendo dependendo da fonte da moeda. Caso seja de um reino em guerra ou inimigo pode ser até que esse tipo de troca seja inviavel.

Outro fator importante é que as moedas eram somente utilizadas por quem ia fazer grandes transações comerciais, e a maioria das pequenas transações eram feitos a base do escambo ou até mesmo com “moedas alternativas”, como o sal (daí veio o nome salário). Logo os aventureiros podem ser recompensados com equipamentos e até mesmo escravos após uma missão bem feita. Em uma campanha extremamente realista a quantidade de moedas carregadas seria algo de extrema importância, até porque até simples moedas são pesadas quando se resolve carregar algumas milhares delas por ai, o que faria que os jogadores tenham que apelar para obras de arte, joias ou até mesmo cartas de crédito e propriedade.

A relação diferenciada do dinheiro nos cenários padrões de D&D é tão importante que ela gerou a criação de uma lingua única utilizada entre vários povos diferentes, a comum, que na verdade é a linguagem comercial (uma puta de uma desculpa esfarrapada pra ajudar a nossa vida… mas ta valendo). O dialeto conhecido pelas pessoas agora é mais importante do que nunca, pois nem sempre o comerciante vai saber a sua lingua para poder negociar um produto, além do risco de algum dos lados da proposta ser analfabeto.

Momento histórico.

Apesar de termos uma idéia de que todos os itens sempre existiram em cenários de fantasia, isso não é verdade. Foram necessários centenas de anos para a humanidade desenvolver uma metalurgia avançada que o fizesse produzir armas resistentes e armaduras de grande porte. Segue abaixo um resumo das eras na terra e quando é como elas se comportaram em termos de avanço técnico.

Antiguidade: Qualquer coisa que envolva império romano pra baixo. Exisitam grande capacidade de se trabalhar com bronze, algum conhecimento com o ferro e poquíssimo coisa envolvendo o aço. A maioria dos itens como jarros eram feitos de madeira, cerâmica, ou pedras. Não existiam grandes armas, armaduras ainda eram primitivas e todas eram feitas de bronze praticamente.

Idade das trevas: Apesar de ser visto como um momento de “morte cultural” muitas coisas apareceram nela, como a cota de malha, os arcos longos e as grandes espadas. O dominio com o ferro estava cada vez maior e muitos equipamentos começaram a ser feitos com ele. Para todos os efeitos, a idade das trevas durou de 450 a 1100.

Idade média: Aqui é onde a maioria das aventuras de fantasia medieval se situam, graças a toda aquela associação de construção de castelos e cruzadas comendo soltas por ai, além de um movimento comercial que começa a crescer cada vez mais, culminando no próximo momento histórico. Praticamente qualquer equipamento que você vê nos livros do jogador e em outros podem ser encontrados aqui, e para todos os efeitos ela durou de 1100 a 1450.

Renascença: A ciência começou a crescer que nem um foguete, a nobreza cai em decadência e a igreja começa a entrar em crise, por outro lado os mercadores começam a ganhar poder e patrocinar artistas e cientistas. Esse daqui é provavelmente o último momento histórico que possa envolver uma campanha de D&D, a menos que você faça as adapatações necessárias. A polvora aparece e muda os campos de batalha para sempre, e as armaduras se tornam completamente obsoletas.

Vale lembrar que se você quer situar a sua campanha em um cenário mais específico como no Japão feudal ou no Egito antigo você deve fazer uma pesquisa para ver a tecnologia disponivel no local e na época. Sem contar que para encontrar certos equipamentos depende muito de onde os jogadores estão, mesmo na renascença seria impossivel encontrar um aparelho mais complicado em uma vila.

Materiais diferentes.

É possível empregar uma grande quantidade de materiais na confecção de armas e armaduras, principalmente dependendo do momento histórico e da disponibilidade de material no local. Segue a lista de multiplicadores de peso e preço dos equipamentos caso sejam mudados a sua matéria prima.

Material          Peso             Preço

Bronze              0**              x3/4

Aço nobre      -10%            x2

Ouro                 +100%**   x3*

Ferro                +25%          x1

Prata                 0**              x2*

*O preço listado é o necessário para se produzir uma armadura envolvendo esses equipamentos, sendo que o material em questão vai ser msiturado e não totalmente utilizado na confecção do item. O preço do item vai variar imensamente de acordo com o local e época em que ele é extraido, basta lembrar que na India o ouro não era tão valioso quanto a prata.

**Esse material é muito mais fragil que o comum. Caso sejam utilizados para fazer uma armadura, ele sofre -1 de penalidade na AC caso seja bronze, -2 caso seja prata e -3 caso seja ouro. Caso esses materiais sejam utilizados para se produzir armas, elas serão extremamente quebradiças, a cada falha critica atacando com uma arma dessas ela ganha um marcador. Armas de bronze se quebram depois de ter três marcadores, de prata após conseguirem dois e de ouro precisam de reparo somente com um.

Equipamentos mundanos

Agora que a magia é escassa ou inexistente, ficou ainda mais dificil fazer experdições em locais extremos como no ártico ou em um deserto. Apesar de serem itens comuns que podem ser comprados em qualquer lugar, eles podem dar bonus valiosos na hora que a situação fica complicada. Um cobertor feito de lá e roupas pesadas podem não ser nada comparados com um anel que dê proteção contra o frio, mas eles poderiam muito bem dar um bonus de +4 de endurance caso os jogadores estajam andando em locais realmente congelantes. Uma rede na hora de dormir que se jogue sobre o corpo para espantar insetos pode muito bem evitar que os jogadores não precisem fazer teste para resistir a uma doença tropical quando se investiga um templo em uma selva (da-lhe dengue). Esse tipo de bonus deve ser empregado até mesmo quando existe magia abundante no cenário.

Se os equipamentos são mais importantes do que nunca, eles também não podem ser encontrados com tanta facilidade. Meteriais básicos como o vidro e certos tecidos são extremamente raros e de dificil acesso, sendo substituidos por vários outros materiais incomuns. No caso do vidro por exemplo, ele pode ser substituido por um recipiente de barro.

Mesmo os itens que podem ser econtrados com facilidade como armas e equipamentos possuem seus preços alterados, como é o caso da espada, que até certa momento era dado com uma arma da realeza que precisava de um grande ferreiro e uma quantidade consideravel de matéria prima. <!– @page { margin: 2cm } P { margin-bottom: 0.21cm } –>

Provavelmente os equipamentos que tem seus preços mais alterados são as armaduras pesadas, que na verdade precisam de uma maestria impar para sua confecção e uma quantidade abundante de metal para ser fabricado. Abaixo segue um preço um pouco mais realista para você cobrar pelas as suas armaduras, mas vale lembrar que mesmo que os personagem ache uma armadura dessas ou tenham dinheiro para comprar poder ser que ela não seja do tamanho ideal (e inútil) ou que vá demorar meses até ficar pronta.

Chain mail: 75GP

Scale mail: 120GP

Plate mail: 600GP

Caso você queira colocar esse padrão de preço nas suas aventuras, os guerreiros e usuários de armadura pesada podem se sentir incomodados, então seria bom você dar um dinheiro inicial extra a eles ou então seguir uma nova tabela de dinheiro inicial.

Defender: 5D4 x10 GP (média: 125GP)

Controller: (D4+1) x 10 GP (média: 35GP)

Striker: 2D6 x10 GP (média: 70GP)

Leader: 3D6 x 10 GP (média: 105GP)

Nota: Essa média pode variar muito de classe para classe, cabe ao GM decidir o que será feito em relação a isso.

Protips: Não se limite a criar novas regras e adaptações para a sua campanha, crie novos materiais que possam dar bônus diferentes, novos tipos de armaduras que permitam que você tenha uma AC maior, mas talvez com um redutor maior na velocidade e talvez até nos ataques, permita que regras antigas como as armas-obra prima estejam de volta e até cria as suas como desgastes envolvendo equipamentos.

Para ser sinceros com vocês, a maior parte do material que eu coloquei aqui eu retirei de suplementos antigos como do livro do jogador de AD&D (que inclusive tem uma lista enorme de equipamentos), e você pode fazer o mesmo se olhar livros e suplementos de sistemas mais antigos que ainda trabalhem a magia de forma distantes, como Tagmar e o livro vermelho do guerreiro.

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6 comentários

  1. Caramba, cara.Eu ia falar palavrão, mas não dá; porque o blog é sério.Seja como for, não dá pra me conter: )@#$!*%$U#@$ cara o sub-título do seu blog (porque geek é eufemismo) tá muito engraçado e bom dasuhduhasduhasuhd.Essas frases inteligentes são bem reconhecidas e engraçadas.Cara, eu to rindo muito.Parabéns pelo seu blog.
    Não dá pra dizer como ele tá sendo bem escrito/trabalhado.Realmente, nota 10.10²
    Vou adicionar seu blog no meu blogroll.Obrigado por passar no meu.

    Meu caro, esse post está muito bom.Eu diria que você só precisaria deletar no seu blogroll o WordPress.com e WordPress.org, tirar o Meta e alguns toques…Pois o resto, nota 10.Matérias ótimas.


  2. Valeu cara, é que eu ainda não entendi direto como é que se trabalha direito com o blog (pra ser sincero, nem parei pra dar uma olhada direito ainda…), mas assim que eu conseguir eu vou dar uma retocada na estética do blog.

    Seu blog também é muito bom, muito bem escrito e com um visual perfeito. Pode mandar criticas a vontade eu que sei que ainda tenho muito trabalho a fazer com ele.

    Ah, e blog sério nada, pode falar a vontade XD


  3. Bom..
    Dando uma aulinha bem enfadonha de blog, é simplesmente um portal onde você dará seu ponto de vista, naturalmente subjetivo, sobre determinada ‘coisa’.Então, tá no caminho, bem firme, diria que tem tudo pra ser um grande nome dos blogs brasileiros de RPG.
    Vê se não larga!
    Todo mundo que eu conheço um dia para de escrever.Natural!
    Você se acostuma, mon ami 😀


  4. É isso aew,Xiorus.

    Quando você tornar-se um Peixe bem grande e suculento vai para a panela. 😀

    Sem píadinha,sim o Covil tem razão,cara.
    O blog é bacana e inteligente,falta o dito ”marketing” para divulgá-lo.

    Acredito mais no seu Blog que no meu,Pow! 😉

    Abrçs e Bons Jogos.


  5. Não acho que o meu blog mereça tanta esperança quanto o seu Dark, mas se o marketing dele está fraco vou catar uns tutoriais pela net pra ver o que eu posso fazer pra melhorar!

    E peixe grande indo pra panela o que! Os peixes pequenos de hoje serão os leviatãs de amanhã!


  6. Oi,eu comecei a jogar rpg,gostei muito mas,ainda nao entendo totalmente o jogo como por exemplo a melhor ficha como tirar dano entre outras coisas,tem como vc me ajudar?Obrigado.vlw



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